quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"Opostos em Nós"

Estrelas estáticas
diante dos olhos.
A lua caminha
no negro azul do céu.

Mas o sol está lá
onde o céu é anil,
no oposto do mundo,
oposto em nós.

Noite sem luz,
dia sem brilho,
vidas diárias
em trevas noturnas.

Nossos extremos:
Aurora e Arrebol.
Sentimentos contrários
de Lua e de Sol.

Branco espelho
de astro real.
Sem vida, não é gente
mas raro objeto.

Fonte de energia
excelso por si...
Em nós alegria,
Luz e beleza.
(23/08/99)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

"Oceanos"

A vida, que é barco, navega.
O sentimento, que é parte da vida,
viaja no barco que navega
no mar da existência.

Melodia às costas.
As árvores cantam.
Assobiam em ritmo,
Oceano aberto.
Velas ao vento,
SÓ ARES.

Homens a postos.
Caravelas ao mar.
MAR?TIN?tons,
de verde azul,
puro reflexo
da luz do universo.

A praia já dista
e estamos presos
entre o céu e o mar,
sem certo destino
se vamos chegar
em certo lugar.

Mas muito navegamos
em mares profundos,
em fortes tempestades,
em alegres calmarias.
Sempre juntos
por todos os dias.

E há de chegar,
Sempre n’ algum lugar
a conquista de terras,
terras que sentem,
onde o céu é azul
e a vida en’ canta.

Mas hás de partir
a outros lugares,
rumo ao novo.
Mas hás de lembrar
mas terras que sentem,
dos simples, do povo.

Terra à vista!
Porto Seguro
de Belo Horizonte.
Na América “is heart”,
A você boa sorte.
Às velas SÓ ARES.
(23/08/99)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"Lua"

Ainda era Nova 
Perdida na imensidão 
Velava por mim
Inerte e esplêndida 
Os olhos ocultos
Incapazes de vê-la 
Refletiam a dor.

Se tivesse 
A consciência real 
De que somos semelhantes 
Tudo seria diferente 
Seríamos iguais 
E eu estaria 
Cheia de brilho.

E por que não ser?
Vives solitária no entanto 
Não se deixas apagar 
Bela e cintilante 
Crescente reflexo 
de quem lhe é Maior.

Que seja minguante 
O meu sofrimento 
pelo exemplo que és 
Pois mesmo que tudo ao redor 
Seja um espaço negro 
Sempre haverá ao meu lado 
Uma estrela a luzir.
(Nov / 98)

domingo, 19 de outubro de 2014

"Sol"

Feito soberano
nunca houve engano:
és o Astro Maior
de intensa energia,
de eterna magia,
influência em nós.

És a presença
do calor que nos cerca, que invade.
Luz que ilumina
o caminho do ser,
a essência do homem,
a plenitude da vida.
(11/08/99)

sábado, 18 de outubro de 2014

"Eclipse"

Tudo é igual,
apesar do incomum.
Deu-se o início de um novo tempo
já que o momento derradeiro
foi só ilusão.

Mostraste a beleza,
de primeira grandeza,
de coroa real,
que a muitos fascina
e que as trevas, em vão,
tentam ocultar.
(11/08/99)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"Elementos"

Eclipse solar
a luz nas trevas
junção astral
no cosmos, em nós.

Tormenta das águas
a força dos mares
o límpido e inodoro
no fundo irreal.

Fúria dos ventos
Força eólica
ou brisa suave
que move montanhas.

Movimentos terrestres
que abalam a carne,
na Terra que é astro,
na Terra que é azul.
(24/08/99)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

"Encontro casual numa manhã de sol"

É como se o dia começasse ali,
pois vivi a alegria por estares aqui,
como um belo sorriso de intensa magia,
como o brilho do sol que alto já ia.

O sorriso natural não saiu do seu rosto.
Como nunca houve igual, parecia haver gosto...
gosto da presença da brisa matinal,
da minha presença, circunstância casual.

Foram breves os momentos sob as árvores soberanas,
mas não houve pensamento, fluíram teses profanas
que tangenciaram o proibido do sentimento,
aquilo que não é isto; é levado pelo vento.

A música que soou era conhecida de quem ouviu.
Esta os ligou, mas quase ninguém viu.
Entre o concreto e a natureza, um pássaro voou
Riscando no céu a arte, da liberdade de quem sonhou.

E o fato casual, feito eclipse de sol,
se fez natural como o sorriso no rosto.
E o que se seguiu jamais foi igual,
nem mesmo as manhãs, que não viram outro encontro.
(16/09/99)